A noite como território de descanso.
Quando o dia termina, começa o cuidado.
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O momento em que o corpo deixa de se observar
Há noites em que o corpo está calmo, mas ainda se observa. Essa auto-observação residual mantém o organismo ativo, mesmo em silêncio. Quando o corpo deixa de se acompanhar, a noite se aprofunda e o recolhimento surge como consequência.
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Quando a vigilância ainda não foi dispensada
Há noites em que o corpo está calmo, mas ainda vigia. Essa vigilância residual não é tensão nem ansiedade — é continuação de um estado aprendido. Quando a vigilância é dispensada, a noite se aprofunda e o recolhimento surge como consequência.
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Quando o corpo ainda está disponível à noite
Há noites em que o corpo não está cansado, mas ainda está disponível. Essa disponibilidade aprendida sustenta uma prontidão sem objeto, impedindo que a noite se organize. Quando o corpo se retira desse estado, a noite encontra espaço — e o descanso surge como consequência.